Se a história começa comigo, é somente porque é da minha história que eu posso lembrar, que eu posso contar, que eu posso modificar e dar as caras e gostos que eu quiser - embora seja a história de outros.
E para que vocês entendam e consigam (re)viver tudo isso junto comigo, preciso apresentar-lhes alguns personagens e contar-lhes como essa história começou:
Meus bisavós paternos, em 1992, realizando o sonho de ter bisnetos.
A bisa Floriza faleceu em dezembro de 1993, então infelizmente não tenho histórias dela para contar...
Um ano depois, meu irmão (Mateus) nasceu e começamos a dividir nosso time de avós.
Por ser mais agitado, ele roubou a cena.
Nas fotos aqui em baixo, em 1995, ele passeando com o bi Jonas e ele ajudando a vó Aldina a "cuidar da horta".
A história continua normalmente até 1997, quando minha mãe chega em casa com a notícia de que tinha mais um filho a caminho (eu e o Mateus havíamos pedido muito pra Deus, e apostamos sobre ser menina ou menino - eu ganhei!)
Em 1998 conhecemos nosso avô paterno, o Sr. Oriel (longa história, que um dia pretendo contar aqui também)
Embora fosse legal ter um avô, a novidade mesmo era a Raquel...
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A vó Aldina gostava de reunir os filhos e netos, e não perdia nenhuma oportunidade de fazer o prático típico TORTEI (logo vou falar sobre isso também, mas, por enquanto, fiquem sabendo que é uma comida muito calórica e gostosa - coisa de italiano, sabem?!)
Já o bi Jonas, gostava de exibir os bisnetos, especialmente nas festas infantis. Nunca perdeu a oportunidade de nos comprar porcarias (para desespero da minha mãe)
Algum tempo depois, conhecemos outro bisavô, o Bi Miguel (pai do Sr. Oriel)...
Nem sei de quando são essas fotos, mas na época ele ainda tinha uma plantação e cuidava das cabras.
Hoje, aos 97 anos, ele perdeu a visão, mas ainda não aprendeu que precisa descansar.
Se tem uma coisa que nunca faltou, foi festa de aniversário. E, embora os avôs e bisavôs nem sempre estivessem presentes, não posso dizer o mesmo das vós. Ela SEMPRE estavam lá com seus bolos e docinhos.
Pra completar, a vó Aldina e o Mateus fazem aniversário no mesmo mês, com uma semana de diferença, então a festa era sempre dupla.
Aqui, uma foto de 2004 e outra de 2008.
Brincava e brigava com os cachorros, e terminava de lavar a louça antes mesmo de sairmos da mesa. Depois tirava a roupa do varal e passava a tarde toda
Era a mesma rotina todos os dias, durante quase 20 anos (lembro, novamente, que a história que conto é a minha história), até que, no começo de 2009, nós percebemos que ela começou a mudar.
Oi que lindo compartilhar suas lembranças...momentos tão especiais vividos com a vó...queria eu ter o privilégio de viver momentos assim com minhas avós...mais nem as conhecia. Parabéns lindona continue a ser esta neta tão especial que não deixara as memorias serem esquecidas e pelo amor tão carinhoso por sua vovó que mesmo esquecendo suas lembranças, continua sendo cuidada e amada por toda a familia...Deus a abençoe ...Bjus...Vanilda
ResponderExcluirObrigada Vanilda! Espero que eu consiga passar um pouquinho do sentimento e das coisas que eu vivo na companhia da vó. É muito bom ter a companhia dela, ainda que tenha algumas dificuldades.
ResponderExcluirQue Deus te abençoe também...